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Reflexões e construções comunitárias para o Amazonas.

O Aterro em Iranduba e a Ameaça ao Coração das Águas:

 


 Por que o ISTG diz NÃO?



A pacata Iranduba, conhecida por sua vocação agrícola, turística e sua conexão vital com os rios Negro e Solimões, vive hoje um dos capítulos mais críticos de sua história socioambiental. No centro da disputa, a tentativa de instalação de um aterro sanitário de grande porte na rodovia AM-070, um projeto que carrega consigo sombras de irregularidades jurídicas e riscos irreversíveis ao nosso ecossistema.


Instituto Social Terra & Gente (ISTG) tem acompanhado de perto essa luta e, neste post, detalhamos os dados que mostram por que este empreendimento é uma ameaça direta ao nosso futuro.

1. O Risco Hídrico: Uma Ameaça Subterrânea
O principal ponto de alerta técnico reside na geologia da região. A área escolhida para o aterro possui alta permeabilidade, o que coloca o lençol freático em risco iminente de contaminação por chorume (o líquido altamente tóxico resultante da decomposição do lixo).
  • Impacto na Produção: Iranduba é um polo de piscicultura e hortifrutigranjeiros. A contaminação das águas subterrâneas inviabilizaria a produção de centenas de famílias que dependem de poços artesianos para irrigação e criação de peixes.
2. O Histórico de Irregularidades e a Luta Jurídica
Desde o início, o processo de licenciamento tem sido alvo de contestações. Recentemente, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) reforçou a suspensão das obras, citando a falta de estudos de impacto ambiental (EIA/RIMA) que considerem adequadamente a biodiversidade local e a proximidade com comunidades tradicionais.
  • Multas e Embargos: A Norte Ambiental, empresa responsável, já enfrenta multas diárias que chegam a R$ 50 mil por descumprimento de ordens judiciais. Isso demonstra que a insistência no projeto ignora não apenas a vontade popular, mas a própria soberania da justiça ambiental.
3. Impacto Social: O KM 19 e a Voz das Comunidades
Não se trata apenas de lixo; trata-se de gente. As manifestações recentes no KM 19 da AM-070 mostram que a população não foi devidamente consultada. O aumento do tráfego de caminhões pesados, a desvalorização imobiliária e o risco de doenças são preocupações reais de quem vive no território.
4. A Solução não é o Aterro, é a Gestão Sustentável
O ISTG defende que a saída para o atual "lixão" de Iranduba não é a criação de um novo problema, mas sim o investimento em:
  • Unidades de Triagem e Compostagem: Valorizando o trabalho de catadores e reduzindo o volume de rejeitos.
  • Bioeconomia: Transformando resíduos em recursos, alinhado ao que acreditamos para o futuro da Amazônia.

COMO VOCÊ PODE AJUDAR?
A resistência só é forte quando é coletiva. Nós, do Instituto Social Terra & Gente, convidamos você a agir agora:
  1. Sua voz importa: Assine o abaixo-assinado virtual e ajude-nos a mostrar às autoridades que Iranduba não aceitará esse retrocesso: Assine Aqui: 
  2. Conheça nossa causa: O ISTG trabalha diariamente para que projetos como este não destruam nossas comunidades. Saiba mais sobre nossas frentes de atuação em: institutoterraegente.com.br.
Iranduba pede socorro, mas também pede respeito. Vamos juntos proteger nossa terra e nossa gente.


Equipe de Comunicação: 

Instituto Social Terra & Gente.

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